domingo, 21 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia - 21 de Março



Ela era única, a mais bela e cintilante
Quando passava por ela,
Sentia uma fragância a pairar,
Aí sentia a pureza, frescura,a delícia de a ter na minha terra.
Passava o Outono, o Inverno e o Verão
E sempre lá estava ela quieta, brilhante e sensível.
Mas era na Primavera que eu gostava mais de a ver.
Parecia que em todas as manhãs de orvalho
Ela renascia de um sono profundo
E respirava para todos o seu ar magestoso
E eu ficava ali a contemplá-la,
Até parecia que a via florescer de a tanto mirar.
Mas a sua fragância e beleza me fascinava
E era tão bela a flor do meu jardim.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O mundo que é nosso...

Que dizes do mundo em que vives?
Onde existe muita injustiça e pouca justiça.
Preferes um mundo melhor ou pior?
Queres da vida um futuro melhor,
Um barco sem destino
E com muitas paragens.
Vive para amar e melhorar
Este mundo de todos nós.
Sejas branco ou preto
Que diferença faz?
Não vês que tu és o que eu sou
E eu sou o mesmo que tu.
Posso é pensar de forma diferente
Pois nós somos todos iguais
E todos diferentes.
Por fora ou por dentro
O que interessa é seres tu mesmo
E o que faz de nós diferentes?
Aplicarmos os nossos conhecimentos
Para sermos mais originais.
Na vida e no mundo,
Estabelece a paz e acaba com a guerra,
E ficarás bem contigo próprio
E com os outros que te rodeiam.

Patrícia Caldeira

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cabo Verde




Viajei e me encantei
Pelo um belo e novo horizonte
Um horizonte distante
Mas muito emocionante
Em mim me encontrei
E neste paraíso nem acreditei.
Tanta cultura e paixão
Pelas belas coisas,
Que merecem tanta consideração.
Danças, costumes e descontracção
Cabo verde, terra cheia de emoção
Foi lá com muita energia que passei o Verão(2005).
Foi em Cabo Verde que eu rendi o meu coração.



Patrícia Caldeira

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Natal

Há amor, e muita alegria
Hoje, que estamos todos reunidos
Neva faz frio
Mas os corações estão quentes
De tanta alegria.
As crianças brincam e saltitam de
Tão contentes
Um novo presente
Uma simples lembrança
Paira na casinha
Um leve cheirinho
Um cheirinho a peru,
E coisas quentinhas.
Há brilho no ar
Sente-se felicidade
E todos tão felizes
Neste natal
Onde a felicidade
Pode-se encontrar num
Simples sorriso e carinho.
Patrícia Caldeira

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Leanor

Caminhando direito á fonte
Lá vai Leanor
Tão bela como uma flor.

Brilhando nos seus olhos
Tanta alegria e paixão,
Leva a talha na mão
Para pôr água no garrafão.
Lá vai ela com flores aos molhos
Que tão lindas são, como os seus olhos
Vai bela de tanta sedução
De tão alegre que vai seu coração.

Leva a talha na mão
E pede de todo que não caia
Não quer chegar a casa
Com um buraco na saia.
Verdes seus olhos lindos são
De tão alegre que vai seu coração.

Caminhando vai cantando
E ao mesmo tempo dançando.
Vendo rouxinóis a cantar e a voar
Que tudo lhe vai alegrando.
Vai a passar
E as flores abrirão,
De tão alegre que vai seu coração.

Por onde passa encanta
E tudo se lhe rende,
Com a sua beleza espanta
Que tudo se estende.
A natureza abranda
E transforma-se como uma girândola.
Deixa passar o Verão
De tão alegre que vai seu coração.

Patrícia Caldeira

sábado, 14 de novembro de 2009

Um dia na minha terra

Era pequena e sonhava,
Gostava de animais,
Da terra onde vivia,
Do ar puro,
Das flores,
De brincar,
Do sol que entrava na minha janela.
Era pequena e sonhava .....
Mas o tempo foi passando,
A vida mudando,
Mas ainda continuo na minha casinha,
Pintada de branco e amarelo.
Tenho um quintal e tenho em redor as mais belas paisagens que se pode ter.
Não só o céu azul, o manto verde do campo e as flores,
Mas sim o encanto e a beleza que me ilumina todos os dias.
Talvez não esteja no sítio mais belo,
Mas encontro o silêncio e a felicidade.
Acordar de manhã e respirar um ar tão majestoso
É para mim a liberdade e um infindável bem estar.
Um dia na minha terra será perfeito quando conseguir pintar a beleza de uma paisagem
E será para sempre a mais bonita lembrança que tenho da minha aldeia.







Patrícia Caldeira

sábado, 7 de novembro de 2009

O Meu Poema

O Vento sopra,
A água desliza,
Os rouxinóis cantam,
E eu não sou nada.
Sou um simples ser vivo,
Um ser diferente dos outros
Que se acha inútil,
Sem graça e fraco.
Que vagueia e não cresce,
Que se transforma
Numa ilusão, numa desilusão.
E só com coragem
E empenho,
É que posso vencer
Este sentimento
Esta loucura,
Que não me deixa viver.
A vida persegue-me
E eu preciso de alcançá-la
Preciso de caminhar em frente,
E não posso recuar.
Pois quero abraçá-la
E não perdê-la.




Patrícia Caldeira